sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Quero Voar

Quero voar
passar montes além fronteiras
e seguir
sem destino ou direcção

Quero ver
tudo o que há para ver
experênciar,
experimentar, sem medo ou receio.

saturado,
desta sociedade ocidental
deprimente e cega
de tudo mais que há à sua volta.

procuro pois,
libertar-me deste capitalismo atroz
que ataca a minha alma e me corroi
tentando quebrar este sistema manipulador.

Quero voar,
e o desejo em si é
indicio de uma vontade a surgir
o indicio de querer ser, ser!

fugir do rebanho de formatados
e pensar por mim
fugir da mentalidade comum
e aprender ser um.

estou a caminho,
não duvides que em breve voarei
soltar-me-ei das amarras da sociedade
libertando-me de tudo o que penso prender-me.

já não falta muito
pois o desejo ardente
aquece, e aquece cada vez mais
e algo se solidifica.

o querer sair daqui
o querer sentir tudo o mundo aí fora
o querer experiênciar todas as sensações
o querer ver todos esses pores-do-sol.

viajar sem rumo,
e talvez,
talvez fazer algo bom,
algo bom para alguém.

porque acredito
que todos nós temos um caminho
uma missão,
embora nem sempre a
vejamos, ela esta lá...
... no coração.

e quando for,
os que deixo,
não os deixo de facto
pois estarão sempre comigo.

nas minhas aventuras
e desventuras.
porque este é o meu destino,
 o destino de uma pessoa,
que se pergunta.





sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Parasitismo I

Tempo foram,
que o homem
vivia em paz
e equilíbrio com todo o meio.

Eram tempos,
em que o homem
de arco na mão
arremessava um veado em determinada ocasião.

Tempos, em que da terra,
o homem satisfazia
as suas necessidades,
calmamente ao ritmo da natureza.

E por momentos,
tudo foi perfeito,
depois a máquina chegou.
com todo o seu puder,
e a 1ª Guerra originou.

A industria sugou e saturou
para o ar veneno lançou,
desertificação, morte, destruição.

começamos a cavar
sem discernimento, sem pensar,
fomos aos mais fundos filões
sugar o doce ouro negro
acomolado ao longo de milhões.

em algumas décadas
demos cabo do equilibrio
chuvas, secas.

estragamos e arruinamos
diariamente, o suposto
eterno lar, do humano animal.

a simbiose era a chave do sucesso,
e tivemos-la por algum tempo,
parasitismo constante foi o alento,

e o nosso destino mudou.

as coisas estão todas viradas do avesso,
como um globo de neve,
mas, sem neve.

está tudo preocupado se vem aí a crise
e esquecem-se que aos poucos e poucos
vamos matando o nosso único lar,
não sei o que se está a passar,

está tudo muito estranho, não sei.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Quem sou eu?

Uma vez perguntaram-me, quem és tu?
E o silêncio abateu-se sobre mim, sobre o meu eu mais profundo. Quem sou eu?
E mexeu comigo, abalou todo o meu ser, como um pedregulho quando atirado à superfície calma e lisa de um lago.
Quem sou eu? O que me define, não como ser social, de massas, mas como individuo, qual é a minha essência?
Esta foi uma pergunta para a qual não tive resposta concreta.
Quando nascemos, somos uma folha de papel em branco, como a folha em que escrevo. Somos uma folha em branco à espera de ser preenchida por experiências, vivências, conhecimentos, ao longo de toda a nossa vida.
Ao longo da minha curta existência, fui, e sou uma folha que vai sendo preenchida pouco a pouco, vivência a vivência.
Esta pergunta surgiu numa fase da minha vida, em que no meu subconsciente já me perguntava, quem eu era, mas nunca me tinha perguntado de facto.
Talvez por medo, talvez apenas por ainda não me ter inteirado, do quanta importância essa pergunta tem para nós seres humanos, seres sociais, que constantemente fazemos parte das massas, somos a massa.
Pensei sobre isso, reflecti sem ousar e questionei-me. Desta forma, esta pergunta foi algo que quer quissesse, quer não, me ocupou a mente por bastante tempo. Muitas coisas me vieram à cabeça, uma destacou-se.
Quem sou eu?

Eterna criança à descoberta do mundo.

Pureza Vs Sensualidade

Sinto a tua falta oh ninfa,
agora que me volto a deitar
na cama de folhas feita,
onde uma noite mágica vivemos.

disseste-me e não me esqueço
ninfa da noite, naquele espaço-tempo
só nosso, que se grande parte das pessoas
fossem como eu, o mundo seria um lugar melhor.

enganas-te doce tentação,
pois se todo o mundo fosse como tu,
com essa pureza no coração,
aí sim, um mar de tranquilidade teríamos.
e por isso, chamaste-me à atenção.

fascinaste-me, e deste-me a conhecer
o teu eu mais profundo,
a tua voz, enfeitiçava a mente
de cada vez que falavas

e quando te mexias,
todos os poros da tua doce pele
segredavam sensualidade
e uma vez mais fascinaste-me.

pois como pode ser possivel,
a um ser, equilibrar de forma tão subtil
algo tão antagónico,
a pureza no seu coração, com a sensualidade
que sem saber,
pões em cada gesto,
cada acção.

Tens pureza na tua essência,
tens sensualidade no teu ser.

Espero por ti,
ninfa que me fascinaste
espero algum dia reencontrar,
esse teu ser,
e por um noite, sermos um,
desde o por-do-sol, ao amanhecer.

By: Divnisivs
Dedicaded to: Prima :p

Medo

Tu tens medo do medo,
porque o medo está presente,
em todas as situações,
de maneira inconsciente.

não temas o medo,
porque o medo não faz mal,
é dito em segredo
sentimento, anormal.

agarra a vontade,
puxa, luta, e foge,
é o medo presente
à maneira de hipnose.

ele anda aí,
escondido em toda a parte,
o medo é sublime,
e não tem ninguem que o mate.

assim como eu,
tive medo de escrever,
por pensar que nada
certo poderia dizer.

pensei e pensei,
sem chegar a uma conclusão.
de repente já sei,
o medo fazia de travão,
não sei o que se passava
na minha imaginação,
e nada fluia como eu queria,
e nada soava como eu esperava,
não tinha o feeling que desejava.

até que pus
o medo de parte,
e do nada
se fez arte,
comecei a escrever
tudo o que vinha do meu ser.

saíram ideias de morte,
puta de vida má sorte,
saíram ideias de fobias.

não ter medo de nada?
Isso era o que tu querias!

Falsos Ambiciosos

Na nossa sociedade,
há quem não saiba o que é verdade
homens intereceiros,
que só pensam nos dinheiros.

Falsos ambiciosos,
de pensamentos ociosos,
tentam ser o que não são,
vivem à margem da ilusão.

não ambicionem rimas vivas,
quando só têm rimas mortas,
não é a maneira como escrevem,
é a maneira como se comportam.

não passam de um projecto,
com pouca essência na mão,
olham para um prospecto,
com profunda ambição.

imaginam como será,
estar assim na vida,
mas a realidade já chegou,
e assim como a mim, a vós vos marcou.

ambicionam a riqueza,
e metem de parte a podridão,
enchem os bolsos com a miséria dos outros,
para mim digo-vos já que não.

é essa vossa falsidade que me revolta,
ver homens como vocês à minha volta.
não vos compreendo é certo,
gostava que vocês fizessem o está correcto.

ou seja,
não andarem por aí,
como donos e senhores do mundo,
com a vossa ambição,
segundo a segundo.

a vossa essência é que está em questão,
o vosso veneno, será a vossa perdição.

perdidos na ambição,
de serem mais do que não são,
tenho pena desses ambiciosos,
que altruístas nunca serão.

homens que pensam que são o que não são,
abram os olhos, não digam já que não,
àquela filosofia de vida perdida,
de ser modesto e teres a mente em harmonia.

mudem de vida, mudem de atitude,
homens como vocês, não passam de gente miude.
ainda vão a tempo de algo por vocês fazerem,
talvez estes versos, sirvam para aprenderem.

Ode à Musa do Desejo

Musa de Desejo
estar contigo anseio
Musa de Desejo
és um devaneio.

Tu és doce tentação,
teus olhos acedem meu coração,
anda cá Musa,
deixa-te levar pela emoção.

Fundo-me em ti,
como um por-do-sol
no mar do horizonte,
doce desejo a tua fonte.

Perco-me na magnitude dos teus peitos,
de linhas suaves, carnudos.
Deixa-me deitar no teu leito,
adoro, os teus pinos tesudos.

Tu és poderosa, oh Musa!
dás-me cá uma tusa.
Contigo quero voltar a estar,
Musa do Desejo, deixa-me entrar.

By: Baco