sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Parasitismo I

Tempo foram,
que o homem
vivia em paz
e equilíbrio com todo o meio.

Eram tempos,
em que o homem
de arco na mão
arremessava um veado em determinada ocasião.

Tempos, em que da terra,
o homem satisfazia
as suas necessidades,
calmamente ao ritmo da natureza.

E por momentos,
tudo foi perfeito,
depois a máquina chegou.
com todo o seu puder,
e a 1ª Guerra originou.

A industria sugou e saturou
para o ar veneno lançou,
desertificação, morte, destruição.

começamos a cavar
sem discernimento, sem pensar,
fomos aos mais fundos filões
sugar o doce ouro negro
acomolado ao longo de milhões.

em algumas décadas
demos cabo do equilibrio
chuvas, secas.

estragamos e arruinamos
diariamente, o suposto
eterno lar, do humano animal.

a simbiose era a chave do sucesso,
e tivemos-la por algum tempo,
parasitismo constante foi o alento,

e o nosso destino mudou.

as coisas estão todas viradas do avesso,
como um globo de neve,
mas, sem neve.

está tudo preocupado se vem aí a crise
e esquecem-se que aos poucos e poucos
vamos matando o nosso único lar,
não sei o que se está a passar,

está tudo muito estranho, não sei.

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