quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Quem sou eu?

Uma vez perguntaram-me, quem és tu?
E o silêncio abateu-se sobre mim, sobre o meu eu mais profundo. Quem sou eu?
E mexeu comigo, abalou todo o meu ser, como um pedregulho quando atirado à superfície calma e lisa de um lago.
Quem sou eu? O que me define, não como ser social, de massas, mas como individuo, qual é a minha essência?
Esta foi uma pergunta para a qual não tive resposta concreta.
Quando nascemos, somos uma folha de papel em branco, como a folha em que escrevo. Somos uma folha em branco à espera de ser preenchida por experiências, vivências, conhecimentos, ao longo de toda a nossa vida.
Ao longo da minha curta existência, fui, e sou uma folha que vai sendo preenchida pouco a pouco, vivência a vivência.
Esta pergunta surgiu numa fase da minha vida, em que no meu subconsciente já me perguntava, quem eu era, mas nunca me tinha perguntado de facto.
Talvez por medo, talvez apenas por ainda não me ter inteirado, do quanta importância essa pergunta tem para nós seres humanos, seres sociais, que constantemente fazemos parte das massas, somos a massa.
Pensei sobre isso, reflecti sem ousar e questionei-me. Desta forma, esta pergunta foi algo que quer quissesse, quer não, me ocupou a mente por bastante tempo. Muitas coisas me vieram à cabeça, uma destacou-se.
Quem sou eu?

Eterna criança à descoberta do mundo.

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